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Guia completo para segurança veicular
13 ago

Guia completo para segurança veicular

Ao adquirir um carro, seja ele novo ou seminovo, alguns cuidados e decisões precisam ser tomados pensando na preservação dessa propriedade. Até mesmo os motoristas mais experientes podem ter algumas dúvidas sobre as questões que envolvem a manutenção dos veículos, escolha de seguro ou proteção veicular, e o processo tão importante de limpeza do ar condicionado.

Nesse guia vamos esclarecer sobre os temas: revisão, segurança da propriedade e limpeza de ar condicionado. No final, você também pode conferir um conteúdo extra sobre estética automotiva.

 

Revisão

A revisão pode assegurar sua vida e seu bolso

Um carro não é um bem barato e preservá-lo é fundamental para que ele tenha uma longa vida útil. Afinal, ninguém quer ter prejuízos com gastos inesperados e cuidar bem do seu veículo também pode valorizá-lo no momento da revenda. Isso significa que fazer a revisão é mais do que uma precaução, mas um investimento.

Para além daquilo que podemos resolver financeiramente, a revisão também está diretamente ligada à segurança daqueles que ocupam o veículo. Prevenir-se de problemas mecânicos, mantendo um bom estado de conservação do veículo, é fundamental para evitar acidentes. Perder o freio na estrada ou o controle do carro por falta de alinhamento pode colocar a vida de muitas pessoas em risco.

Mas lembre-se! A revisão colabora para a segurança, mas se houver imprudência no trânsito, não adianta muito ter um carro em bom estado.

 

Por que o carro precisa de revisão?

A partir do momento em que seu carro sai da garagem, ele está suscetível a sofrer com o impacto de vários agentes. Sejam as condições climáticas - temperaturas e índices de poluição - a má condição das estradas, poeira, contato com sal do mar em cidades do litoral, entre outros. Fora o próprio desgaste das peças do automóvel, seja pelo tempo ou pelo mau uso.

E não pense que deixar o carro parado na garagem é economia! Ele também precisa trocar o óleo vencido e verificar se a bateria não arriou pela falta de uso, por exemplo.

A falta de revisão só intensifica os danos e torna a necessidade de manutenção ainda mais frequente e cara.

 

Quando preciso fazer a revisão?

A revisão nada mais é do que uma manutenção preventiva ou preditiva, dependendo do contexto.

A manutenção preventiva ocorre segundo o manual do fabricante, a fim de prevenir possíveis falhas. Normalmente, a manutenção é indicada para que seja feita a cada seis meses ou 10 mil quilômetros - o que vier primeiro. O manual do veículo é a melhor fonte de informação para checar as especificidades de cada modelo.

Já a chamada manutenção preditiva é quando substitui peças do veículo que poderiam prejudicar seu funcionamento antes que isso aconteça, caso seja necessário. Esse tipo de verificação também permite avaliar se aquela peça que está no período de troca - segundo o fabricante - está em boas condições e pode ser mantida por mais um tempo.

Se nenhuma das duas manutenções anteriores forem feitas, existe uma terceira: A manutenção corretiva, quando já ocorreu um ou mais defeitos que precisam ser corrigidos para manter o veículo funcionando ou mesmo resgatá-lo.

Sintomas como barulhos, mau funcionamento no freio e acelerador, direção e câmbio não podem ser ignorados. Se notar aumento no consumo de combustível, uma luz que não pára de piscar no painel ou a impressão de que o velocímetro está desregulado, por exemplo, é preciso verificar.

 

Em caso de viagem

Se você já tem o costume de fazer a revisão periodicamente, você não deve ter com que se preocupar. Do contrário, é melhor agendar um check-up com antecedência para não ser pego de surpresa, caso precise fazer reparos demorados que possa interferir nos seus planos.

Não seja negligente. Se houver um problema na estrada, sobretudo em longas distâncias, você pode passar aperto. Como se isso não bastasse, também há chances de ser multado (saiba mais adiante).

 

É mais barato prevenir

Um carro é como um corpo humanos, cujo organismo é composto por diversos sistemas que atuam em conjunto: se uma falha, pode afetar o outro também. É por isso que vamos ao médico fazer check-up de vez em quando ou, no caso dos menos prevenidos, quando aparece algum problema. Há também aqueles que esperam piorar. Pois é: é mais barato prevenir do que recuperar os danos depois

Por mais que fazer a revisão pareça caro, pesa menos no bolso do que um conserto repentino. É possível se planejar, e separar uma quantia para esse tipo de manutenção, sem colocar as finanças pessoais ou da família em risco. Perceba que a revisão é um investimento para a preservação do seu veículo e da vida dos seus ocupantes.

 

Concessionária ou oficina

Quem adquiriu um carro zero km precisa se atentar às regras para não perder a garantia de fábrica, e isso inclui fazer revisões obrigatórias na concessionária. O valor da manutenção é proporcional ao valor do veículo. Se o carro foi caro, a troca de peças e outros ajustes também pode ser, principalmente se houver necessidade de importação. Ao contrário dos modelos importados, os populares podem ser mais econômicos.

Já os carros usados ou seminovos, se bem conservados, já passaram por algum tipo de revisão antes de chegar ao último dono, você. No momento da compra, vale verificar que ajustes já foram feitos e checar a quilometragem para planejar qual a próxima revisão (a cada 10 mil quilômetros ou seis meses).

Ao contrário do carro 0 km, um seminovo pode ser levado em qualquer mecânico de confiança e os valores cobrados podem ser mais baixos.

Independentemente do quão novo é o veículo, é preciso ter atenção ao submetê-lo aos cuidados de outra pessoa. Busque por profissionais confiáveis e entenda ao menos o básico sobre a mecânica do veículo, para não ser passado para trás ou pagar por manutenções desnecessárias. Às vezes o barato pode sair caro, e nem sempre o mais caro é o melhor.

 

Não fiz revisão, levei multa

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é infração conduzir o veículo “em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído”. A lei é de natureza grave e está prevista no artigo 230, inciso XVIII. Além da multa, o condutor pode perder 5 pontos na CNH e ter o veículo retido.

 

Checklist de revisão

Quer entender mais sobre as necessidades do seu veículo? Confira a seguir uma lista a que você deve se atentar no momento da revisão:

  1. Verifique se não falta água do radiador, pois o líquido previne o superaquecimento do seu motor.
  2. Troque o óleo do motor ao menos uma vez ao ano, para ajudar na lubrificação e refrigeramento. Assim, evita-se o desgaste das peças internas do motor por atrito excessivo. Manter o óleo vencido, mesmo com carro parado na garagem, pode ser prejudicial.
  3. Pneus carecas prejudicam a segurança. Verifique marcador que indica o tempo de uso dos pneus e se há necessidade de troca.
  4. Confira o sistema de freio.  Pode ser necessário trocar pastilhas, discos ou pinças danificados ou fluido.
  5. As velas também precisam ser trocadas a cada 20 mil quilômetros rodados ou um ano, para não comprometer a queima de combustível.
  6. Mantenha os filtros de combustível, de óleo e de ar limpos. Esse tipo de peça deve ser trocado a cada 15 mil quilômetros, para evitar entupimento das válvulas. Já o ar condicionado é um caso à parte (leia mais adiante).
  7. O alinhamento deve ser feito a cada 10 mil quilômetros, após alguma batida das rodas, ou quando sentir que o volante não está tendo muito controle sobre as rodas durante as curvas.
  8. A frequência do balanceamento é também a cada 10 mil quilômetros, ou quando o volante estiver trepidando. Isso significa que há algum problema na rotação das rodas.
  9. Confira a saúde da bateria, motor, fios, cabos e outros componentes do sistema elétrica.
  10. Verifique também se as lanternas, faróis, luzes de ré e setas não estão queimadas ou falhando.
  11. Fique também de olho nos sistemas de transmissão e arrefecimento.

 

Segurança da propriedade

Seguro ou proteção veicular

Depois de adquirir um carro, surgem outras necessidades que mexem com o bolso - como impostos, combustível, revisão - e tudo que menos precisamos é de preocupações extras. Por isso, os proprietários mais precavidos podem ter interesse em adquirir um seguro ou proteção veicular. A escolha depende das prioridades de cada um e do que cabe no próprio bolso. Você sabe quais são as vantagens de cada uma dessas modalidades?

 

Qual a diferença entre seguro e proteção veicular?

Tendo nomes diferentes, já fica claro que os dois não são a mesma coisa. As diferenças estão em diversos aspectos, desde a legislação, passando pela adesão, cobertura e contrato.

O seguro auto é oferecido por seguradoras, empresas privadas com fins lucrativos. Ao aderir aos seus serviços, a pessoa se torna um cliente e o plano pode ser considerado mais caro.

As seguradoras são regulamentadas e fiscalizadas, segundo as normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Já a proteção veicular acontece através de associações cooperativas sem fins lucrativos. Ou seja, é um grupo de pessoas se reúne para dividir os custos e as despesas da proteção dos seus veículos. Ao aderir, a pessoa se torna um associado e o plano pode ser mais em conta. A proteção veicular não é uma ideia nova e já acontece há algumas décadas em países da América do Norte e Europa. Suas regras são determinadas pelos próprios integrantes, que gestam o fundo em um modelo de economia compartilhada.

Esse tipo de acordo é legalizado pelo Código Civil Brasileiro (artigo , inciso XVII)  e a Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB). Tramita na Câmara dos Deputados há alguns anos dois projetos de lei que visam regularizar a atuação das sociedades anônimas e cooperativas atuem no mercado de seguros.

 

O que cada um cobre?

A cobertura de ambos os modelos é parecida. Está inclusiva a garantia contra roubos, furtos incêndios, colisões e danos a terceiros. Já os adicionais dependem de cada seguradora ou associação.

Ambos podem possuir assistência 24 horas, carro reserva - caso necessite mandar o seu para manutenção ou sofra sinistro - e proteção para vidros. Dependendo do plano, serviços mecânicos e guincho também podem estar inclusos. A associação também pode dispor de um sistema de rastreamento e monitoramento do veículo.

É necessário contatar as empresas ou cooperativas de interesse para verificar que benefícios estão inclusos no pacote.

 

Como é feita a contratação?

Antes de fechar contrato, ambos os modelos realizam uma inspeção veicular para determinar o valor da proposta, que varia segundo o plano de cobertura. No caso do seguro auto, também é considerado o perfil do condutor, o modelo do veículo, ano de fabricação, local de estacionamento e tipo de uso que se faz do veículo - se para trabalho ou passeio, por exemplo. A proteção veicular, ao contrário, não faz essas considerações.

O contrato com a seguradora é feito através de apólice, onde constam os serviços inclusos, bem como direitos e deveres de ambas as partes. O valor pago será integral ou parcelado.

Já as associações não possuem apólice, e sim um contrato assinado pelos associados. O documento ressalta o compromisso mútuo pelos veículos, determinando os direitos e deveres de ambas as partes, além de especificar os serviços prestados. O valor é pago em regime de mensalidades fixas, além do rateio daquilo que foi gasto no mês anterior. Esse valor é, então, inserido no fundo comum, que será utilizado segundo as necessidades dos seus associados.

Qualquer que seja sua escolha, avalie a reputação das seguradoras ou associações no mercado e compare os preços. Também vale checar os índices de reclamação e soluções de problemas, além da qualidade e estrutura do atendimento. Busque por indicações de conhecidos que já tenham aderido a este tipo de serviço. Opte pelo modelo que melhor encaixe no seu perfil.

 

Em caso de seminovos

A aquisição de serviços de seguro e proteção veicular para carros usados ou seminovos pode ser mais em conta, já que o valor de tabela é levado em consideração. Logo, com a desvalorização anual dos veículos novos, os seminovos ganham vantagem. Há, porém, algumas limitações quanto ao ano de fabricação do veículo. Quanto mais antigo, mais difícil pode ser para encontrar peças quando for necessário trocá-las. Por isso, carros com mais de 10 ou 15 anos podem ter o contrato negado.

 

 

Limpeza de ar condicionado

Por quê é necessário fazer a limpeza do ar condicionado?

Antes considerado um artigo de luxo, o ar condicionado se tornou essencial na vida de muitos motoristas e já pode vir instalado ao adquirir um carro. O sistema proporciona aclimatação e comodidade, em tempos quentes e, inclusive, se houver a necessidade de circular com os vidros do carro fechados, seja por causa de mau tempo, para evitar a inalação de fumaça provocada por outros veículos ou por questão de segurança. Em caso de chuva, o ar condicionado ajuda a manter os vidros desembaçados.

Para manter o bom funcionamento do ar condicionado, ele também precisa passar por limpezas frequentes, para aumentar sua vida útil e evitar a necessidade de manutenções mais caras. O grau de higiene do ar condicionado também interfere diretamente na performance do veículo. A obstrução da passagem de ar por sujeira pode acarretar em dificuldade de ventilação e resfriamento. Com isso, exige-se que o sistema fique ligado por mais tempo em uma potência elevada, gastando mais bateria e combustível. A falta de limpeza também pode causar umidade e até queimar os compressores e outras peças.

Por isso, é ideal é que se limpe o sistema frequentemente, seja a cada seis meses ou com o surgimento de um dos fatores listados anteriormente. Assim, evita-se o acúmulo de poeira, bactérias, fungos e ácaros, que são os geradores de mau cheiro e podem danificar o ar condicionado. Essa condição também pode causar complicações respiratórias, agravando quadros de alergia, asma e rinite podem ser agravados.

No meio rural ou em cidades com muita poeira, pode ser necessário fazer a limpeza com maior frequência.

Esse processo também faz parte da Estética Automotiva (leia adiante).

 

Como fazer a limpeza?

É possível fazer a limpeza de ar condicionado em casa ou contratar um profissional especializado, especialmente se houver necessidade de manutenção. Antes de iniciar o procedimento, consulte o manual do fabricante para saber onde se localiza o sistema, quais são seus componentes e como deve ser manuseado. Qualquer dano pode comprometer o funcionamento do ar condicionado.

Ao localizar o filtro do ar condicionado, observe sua coloração. Quando está limpo, sua cor é branca. A poeira deixa o filtro acinzentado e se houver sujeira em excesso, pode ser necessário fazer a troca. Se não estiver tão sujo, utilize pano e aspirador de pó, fazendo uso de produtos químicos específicos para este fim, tendo atenção ao modo de uso. Após limpar ou trocar o filtro, aspire também o interior do veículo e o local onde o filtro será encaixado.

Alguns especialistas recomendam o uso de produtos de ozonização, porém é necessário muito cuidado ao aplicá-los, pois são altamente inflamáveis. O mau uso também pode causar manchas no interior do veículo, especialmente no estofado. Esse produto é composto por gás ozônio, que faz a descontaminação do ambiente. Ele vem com um prolongador (como um canudo), para que seja introduzido no fundo das saídas de ar do carro. Atente-se ao modo de uso, antes de manipular o produto.

 

Outros componentes

Existem outros componentes do ar condicionado que podem precisar de manutenção profissional com o tempo. Além do filtro de ar, o sistema é composto por tubulações, evaporador (responsável pelo resfriamento do ar), compressor (comprime o gás refrigerante, fazendo-o circular) e o próprio gás, entre outros.

Dicas de bom uso

       Ligue o ar condicionado ao menos uma vez por semana. Deixá-lo desligado por muito tempo favorece o acúmulo de poeira. Mesmo em dias frios, vale utilizá-lo na temperatura quente.

       Abra as janelas do carro para dissipar o ar quente, antes de ligar o ar-condicionado, especialmente se o veículo tiver estado estacionado sob o sol forte.

       Não utilize o botão de recirculação do ar-condicionado com frequência, pois isso pode sobrecarregar o aparelho. O recurso só é indicado ao transitar por ambientes muito poluídos.

 

 

Extra: Estética automotiva

Existem diversos perfis de proprietários de automóveis. Enquanto uns cuidam de seus veículos atendendo apenas às necessidades básicas, outros querem manter seus carros impecáveis como novo todos os dias. A estética automotiva é para esse segundo grupo de pessoas, e contempla um conjunto de serviços oferecidos em centros especializados. É como mandar seu carro ao salão de beleza. Além de dar um trato no visual, esse cuidado ajuda a valorizar o preço do automóvel em caso de revenda.

Nesse guia, explicamos alguns dos serviços que fazem parte desse tratamento estético. Um deles é a limpeza de ar condicionado, da qual falamos anteriormente.

 

Higienização interna

Imagine uma limpeza profunda que revira o carro do avesso e remove todo tipo de mancha e sujeira. Essa higienização também é capaz de remover bactérias e fungos, um benefício para a saúde, sobretudo respiratória.

Um procedimento bem feito envolve a limpeza de teto, painel, portas, vidros, tapetes, carpete, cintos de segurança e estofados. O processo pode ser refeito a cada seis meses ou menos, segundo a necessidade.

 

Hidratação do banco de couro

Após a higienização interna, os bancos também merecem seus cuidados, sobretudo se forem feitos de couro. Essa peça corre o risco de rachar ou desbotar com o uso, por isso é recomendado o processo de hidratação, que cria uma camada de proteção sobre o estofado. Para que não haja diferença entre os bancos, a hidratação precisa ser homogênea.

O ideal é que sejam utilizados produtos próprios para este fim, que possa ser bem absorvido pelo couro e tenha uma fragrância agradável. O aroma pode durar alguns dias ou semanas, então é melhor que não seja um cheiro enjoativo ou mesmo ruim. Também não é indicado o uso de hidratantes corporais, pois pode reduzir a vida útil do couro, além de deixá-lo melado e escorregadio.

 

Martelinho de ouro

Enquanto a funilaria tem a função de restaurar a lataria do carro - recuperando amassados, danos por corrosão ou colisão, - o martelinho de ouro é voltado para pequenos reparos.  Essa técnica foi desenvolvida no Brasil e tem a característica de utilizar ferramentas para desamassar a lataria, sem danificar a pintura.

 

Pintura

Variações na cor, desbotamentos e riscos podem comprometer a estética do veículo. Esse desgaste da aparência pode ser causado por diversos fatores: clima, ambiente com poeira ou maresia, impacto com outros objetos e até o próprio tempo. Por isso, são necessários vários cuidados para preservar a pintura do carro: mantê-lo sempre limpo, utilizar uma boa cera, evitar exposição excessiva ao sol, e não enxaguar o carro com mangueiras de alta pressão. Se precisar, pinte.

Se for pintar apenas uma parte, ao invés do carro todo, atente-se à tonalidade da tinta, para que a pintura fique uniforme. Mas caso decida mudar a cor do veículo, há algumas burocracias envolvidas. Isso porque a cor do automóvel é uma das informações mais importantes no registro do veículo. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) possui uma série de normas e qualquer mudança nas características de fábrica precisam ser oficialmente registradas. A falta de registro pode resultar em multa.

 

Maquiagem Automotiva

Além da pintura, existem outras técnicas de reparo, também conhecidas como maquiagem automotiva. O espelhamento é voltado para a remoção de riscos e proteção da pintura. Essa técnica causa um efeito espelhado e brilhante, nivelando o verniz.

Após o espelhamento, é possível utilizar a técnica de vitrificação, quando se aplica uma resina sílica vítrea, também chamada de vidro líquido. Esse produto cria uma camada repelente à água (hidrofóbica) e dá resistência contra mudanças do clima, raios ultravioletas (UV), maresia e sujeiras que danificam a lataria. Além de proteger, essa técnica também proporciona maior brilho e profundidade de cor. Sua duração pode variar de seis meses a três anos, dependendo de como é feita.

 

Polimento de faróis e lanternas

As lanternas e faróis também sofrem com fatores externos, o que pode causar opacidade, arranhões e perda de iluminação. O polimento é uma técnica que permite evitar esse desgaste ou até restaurar os danos.

 

Limpeza do motor

Manter o motor limpo também contribui para a estética do veículo, mas, ao contrário do que possa parecer, você não deve utilizar água. Ao molhar o sistema, você corre o risco de danificar as peças do motor, que possuem diversos componentes elétricos, e ao invés de valorizar seu veículo, você acaba tendo prejuízos. Há também o risco de as peças não secarem devidamente e sofrerem oxidação, causando corrosão e ferrugem.

O mais indicado, e seguro, é a lavagem a seco, com produtos específicos para motor. Ou lavagem a vapor, que ajuda a desengordurar as peças e remover manchas até mesmo em locais difíceis.

 

 

Outras informações

Se você gostou desse conteúdo e quer continuar conferindo dicas e informações sobre o mundo automotivo, acesse nosso blog: autocertoveiculosjf.com.br/blog/

 

Confira também o Guia Definitivo dos Seminovos.

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